COM PL NO SENADO, DIESEL S10 PODE SE TORNAR OBRIGATÓRIO NO BRASIL

Por meio do Projeto de Lei 4.322/2021, o limite de teor de enxofre permitido no óleo diesel de uso rodoviário seria de 10 mg/kg, contra 500 mg/kg do diesel S500, que ainda é utilizado em grande parte da frota brasileira

Está em análise no Senado o Projeto de Lei 4.322/2021, que limita o teor de enxofre no óleo diesel de uso rodoviário a 10 mg/kg (dez miligramas por quilograma). O projeto também limita o teor de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) no combustível a no máximo 8% em massa. Se a proposta se tornar lei, os postos em território nacional só poderão vender o diesel S10, marcando o fim do diesel S500.

De acordo com o PL, de autoria do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), esses critérios passariam a valer após três anos de vigência da respectiva lei. Isso daria tempo o suficiente para os postos que hoje vendem S500 se ajustarem às novas regras, bem como para a Petrobras aumentar a produção do combustível e garantir o abastecimento.

A partir desse momento, ficariam proibidas a importação e a comercialização do óleo diesel de uso rodoviário que não respeitar tais limites. “A redução do teor de enxofre é necessária para reduzir os riscos à saúde, bem como ao meio ambiente”, pontua o senador Álvaro Dias, autor do PL.

Dias também destaca que a maior parte do diesel consumido no país se destina ao uso rodoviário. Esse combustível se divide em duas classes: S500 (com teor máximo de enxofre permitido de 500 mg/kg) e S10 (com teor máximo de enxofre permitido de 10 mg/kg).

S10 GANHOU VOLUME NO BRASIL EM 2013

O diesel S10 começou a ganhar volume no país a partir de 2013, quando a norma Proconve P7 (equivalente à Euro 5) se tornou obrigatória. Com ela, os motores dos caminhões feitos a partir daquele ano não toleram o diesel com alto teor de enxofre.

No entanto, como a frota de veículos comerciais no Brasil ainda é antiga, grande parte dos caminhões e ônibus ainda utilizam o S500, especialmente pelo fato de ser um combustível mais barato.

VANTAGENS DO DIESEL S10

Segundo o assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, o diesel S10 é, em média, 2,5% mais caro em relação ao S500. Porém, os ganhos do ponto de vista ambiental compensam. “O S10 emite menos poluente no ar em relação ao diesel S500. Ou seja, há ganhos ambientais e para a saúde da população, que vai respirar um ar menos poluído “, explica.

Da mesma forma, conforme aponta o senador Álvaro Dias, o diesel S10 também é melhor para a vida útil do motor. “O S10 propicia a melhora da partida a frio. Assim como o aumento dos intervalos de troca do lubrificante. O que resulta no melhor desempenho do veículo. Bem como na maior vida útil do motor”, diz o senador na justificativa do projeto.

Fonte: https://revistamundologistica.com.br/noticias/com-pl-no-senado-diesel-s10-pode-se-tornar-obrigatorio-no-brasil

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